é engraçado, tenho facebook, orkut, msn, skype, twitter, entre mil outros meios internéticos. mas acima de tudo tenho (alguns) amigos, tenho familia, tenho com quem eu poderia conversar e desabafar, falar daquilo o que eu tenho vontade, mas não sei como fazê-lo. tenho um blog (óbvio) também e acho que resolvi recorrer a ele, talvez porque ninguém vá realmente ler o que estou escrevendo e se, por acaso, isso acontecer, certamente não saberá quem sou.
penso que o mais grave de tudo é esse bloqueio que tenho em falar sobre mim, não importa do que seja: eu não sei falar o que sinto, eu não sei expressar sentimentos. na verdade o que eu não gosto é de desabafar, tenho sempre a tendência em guardar tudo o que eu sinto, tudo o que eu penso pra mim mesma e lá eu fico… pensando, pensando, pensando… e me torturando. cada pensamento é uma tortura. às vezes preferia não pensar. e é engraçado porque tinha tudo pra estar bem, pra não ter com o que me preocupar, pra não ter com o que pensar, nada de afliçoes, nada de angustias, só coisas boas. as coisas boas que vieram e as que estão por vir. e as de agora? agora eu penso frenéticamente nas que estão por vir, ouvindo Kent; embora sem saber o que a letra diz, parece que encaixa-se perfeitamente naquilo que eu não sei o que é. é como caio, sempre perfeito, sempre exato, sempre no ponto. e não importa que seja a primeira, segunda, terceira, vigésima, centésima vez, é sempre como se fosse a primeira vez. o primeiro choque, o primeiro susto, o primeiro impacto e sempre único, mas sempre verdadeiro.
a minha necessidade é de ler e de ouvir: o ritmo perfeito, a leitura impecável.
sinto-me mais aliviada, obrigada.