Posts de Setembro, 2008

back to black

25 Setembro 2008

a amy whinehouse pode ser a maior porra-louca da atualidade, mas não se pode negar que esse disco é um “djiscaço” (putz, é com ç mesmo?), como diria marcelo camelo.

Alegre-se

22 Setembro 2008

A prova mais clara de sabedoria é uma alegria constante

cantos de espera pelo que há de vir

21 Setembro 2008

Alento

Quando nada mais houver,
eu me erguerei cantando,
saudando a vida
com meu corpo de cavalo jovem.

E numa louca corrida
entregarei meu ser ao ser do Tempo
e a minha voz à doce voz do vento.

Despojado do que já não há
solto no vazio do que ainda não veio,
minha boca cantará
cantos de alívio pelo que se foi,
cantos de espera pelo que há de vir.

CAIO 3D O Essencial da décado de 1970

pensar enlouquece

19 Setembro 2008

eu já escrevi sobre as pessoas certas e as pessoas erradas. o que, de fato, define uma e outra? como poderemos saber com qual pessoa estamos lidando até que esta nos cause tamanha decepção a ponto de desejar nunca tê-la conhecido, ou que nos cause tamanha euforia a ponto de desejar que a tivéssemos conhecido antes, muito antes. paradoxal demais para o meu gosto.

ok, talvez não devêssemos ser tão exagerados. jamais ter conhecido pode ser demais, talvez pudéssemos apenas ter sido mais… e agora? mais o quê? eu não sei! mais prudentes? mais ponderados? quem sabe faltou juízo? sim, pode ter sido falta de juizo (aposto que minha mãe diria esta)… ou de experiência… ou de maturidade (ou esta. certamente diria esta e ainda viria acompanhado de um estrondoso e ensurdecedor “eu te avisei”)… ou de cautela! é, pode ter sido falta de cautela! eu diria que foi falta de cautela. né… mas fazer o quê? acontece!

ah, quer saber? que se dane a cautela. se a tudo que nos acontecer sempre pensarmos antes com “cautela”, o que faríamos nós? às vezes, ser prudente não está com nada. que se dane a sensatez!

bom, e aí começa toda a enxurrada de reflexões…. reflexões malditas. são atordoantes. às vezes, tenho a impressão de que as reflexões me deixam muito mais confusa, aumentam minhas dúvidas e sempre me deixam sem saber o que fazer e como agir. pensar pra quê? só incomoda! melhor seria se não pensássemos. tudo seria muito mais simples. as coisas seriam resolvidas de maneira muito mais simplória e, certamente, não causariam tanto incômodo. talvez nem nos remeteriam a tantos fatos, a tantas lembranças. malditos pensamentos, a vida de quem não pensa é tão mais tosca, tão mais madíocre.

apelo até pro olodum

18 Setembro 2008

se existe alguém que acompanha este blog, o qual foi criado com o simples propósito de expressar meus ímpetos, sem maiores pretensões, este alguém já deve ter percebido que eu sou meio sazonal: existem momentos em que eu sinto vontade de compartilhar meus sentimentos. sim, porque poesia é sentimento. e sentimento é pra se viver. simplesmente; porém, também existem épocas em que eu escrevo sobre qualquer coisa, nada muito específico e produtivo, momento pelo qual eu estou passando ultimamente.

bem, hoje eu vim falar de baratas. sim, baratas. não, na verdade, vou mudar o foco. não vou tratar, especificamente, das baratas, mas de toda essa classe imunda e fedida do qual este excremento subumano faz parte: insecta.

eu O.D.E.I.O com toda a minha força todo e qualquer tipo de inseto. eu sinto arrepios de NOJO quando eu vejo um, seja ele mosca, barata, joaninha e até uma maldita borboleta. eu morro de medo de boboletas. eu uso toda a força dos meus 50kg pra esmagar, estraçalhar, destruir, aniquilar, despedaçar, retalhar, destroçar qualquer resquício desses animais infelizes. um inseto é capaz de acabar com os planos de um dia inteiro ou até de uma noite.

por exemplo, eu, definitivamente, não consigo dormir se sei que tem uma MOSCA no meu quarto, pois que a minha casa não é feira da fruta, não. não, não.

imaginem uma mosca-varejeira, daquelas enormes, reluzentes, sobressaindo-se como luzes de neon, fazendo aquele barulho horroroso e irritante capaz de desconcertar qualquer humano enquanto sobrevoa o ambiente EXATAMENTE sobre a tua cabeça. aquilo me deixa maluca. inevitável não me lembrar do filme “A Mosca” e não imaginar aquela mutação humana completamente desfigurada em forma de mosca. e não se trata apenas de nojinho de mulherzinha, saibam que uma mosca daquelas pode te transmitir doenças fatais, como a miase – é uma infecção em que a deformidade em questão deposita seus ovinhos em alguma ferida aberta e, depois que nascem, as larvinhas invadem tua pele limpinha, macia e cheirosa e são capazes de corroer tudo o que vêem pela frente. MONSTROS. umas misérias dessas são capazes de roer até os ossos. eu fora. eu tenho AVERSÃO a insetos, adquiri tamanho asco que não consigo ser racional diante de um serzinho feio e disforme desse porte… eu infesto a casa de inseticida, incinero, coloco no lixo, defenestro, o que for. qualquer coisa pra me ver livre dessa atrocidade em forma de bicho. arghhhhh

Caio, sempre Caio

15 Setembro 2008

“…escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Dela, pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta.”Caio Fernando Abreu

idiota

15 Setembro 2008

vou dar uma de “querido diário” e vou narrar um fato ocorrido: outro dia, estava eu voltando de porto alegre e uma criatura que, coincidentemente, sentou ao meu lado, lá pelas tantas, depois de cansar de puxar assunto, penso eu, me perguntou o que eu estava ouvindo, “los hermanos”, respondi; “ana júlia?”, perguntou ele, rindo. “NÃO, IDIOTA!”, obviamente que a minha vontade era de responder justamente isso, mas, delicadamente, sem falar nada, peguei um dos fones e dei pra ele. a expressão do rosto dele confirmou a minha, não satisfeita, vontade de chamá-lo de idiota durante todo o tempo da viagem.

talvez eu seja mais idiota do que ele por “aturá-lo” a viagem inteira (juro, nunca essa viagem tinha demorado tanto). talvez eu seja ainda mais idiota do que ele por vir aqui e escrever isso…

c’est ça!

São Paulo, 12 de agosto de 1987

14 Setembro 2008

Querida mãe, querido pai,
Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos – quase 40 – anos. Devo estar acostumado.

Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.
Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Amo vocês, seu filho,
Caio

harmonia

13 Setembro 2008

alguém já pensou sobre o significado da palavra harmonia?

no aurélio tem várias acepções, mas vou listar as quatro primeiras:
1.
Disposição bem ordenada entre as partes de um todo.
2.
Proporção, ordem, simetria.
3.
Acordo, conformidade.
4.
V. paz (1 e 2).

já que ele manda “ver paz”, eis aqui as duas primeiras acepções:
1.Ausência de lutas, violências ou perturbações sociais; tranqüilidade pública; concórdia, harmonia:
2.
Ausência de conflitos entre pessoas; bom entendimento; entendimento, harmonia:

ontem eu entendi o que é harmonia

don’t look down, till you ready and willing to fly

12 Setembro 2008

Hehe… eu não sei se acontece só comigo, mas existem certas músicas que, ao ouvi-las, me dão a impressão de ser a música perfeita pra trilha sonora da minha vida. às vezes o delírio é tamanho que eu sinto como se fizesse parte de tudo aquilo. eu já senti isso várias vezes, mas não sei se existem momentos em que estou mais suscetível. eu acredito que não, porque ocorre sempre com as mesmas músicas.

o que eu sei é que é muito bom, embora a maioria das vezes eu não consiga identificar exatamente o que estou sentindo ou o que me levou a sentir isso. os sentimentos podem variar desde crises agudas de nostalgia até a impressão de se estar justamente onde queria estar.

E pra isso acontecer não precisa ser com uma banda que eu curte mais, eu acabei de sentir o descrito acima com uma música que está longe de fazer parte do meu gosto musical. Não dá explicar ou querer definir o que quer que seja, mas eu espero que mais pessoas sintam o mesmo que eu, simplesmente porque é muito bom e reconfortante. a impressão que eu tenho é de que tudo valeu a pena e valeu sim, tenho certeza :)