Posts de Abril, 2008

Esprit de l’escalier

28 Abril 2008

Odeio perceber o quanto eu fui idiota comigo mesma. Odeio porque faz eu me sentir mal e burra e sem o mínimo de amor próprio. E pior que nem o fato de servir como aprendizado me serve de consolo, porque eu simplesmente não sei se vai servir.

Ai, se pelo menos eu soubesse que ia realmente ser diferente… Meu coração dói muito por dentro: dor de culpa, dor de ressentimento, dor de angústia, dor de medo, dor de fraqueza. Não se trata de arrependimento, mas só queria ter tido a coragem ou a lucidez (acho que se encaixa melhor) de ter feito o que eu devia fazer.

Eu preciso começar a acreditar melhor no meu sexto sentido e nos sinais que eu recebo! E isso é muito sério.

“Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim da sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas, e você próprio já não será o mesmo.” (Caio Fernando Abreu)

Os quatro fantasmas

26 Abril 2008

Nossas maiores angústicas advêm da maneira como lidamos com nossa finitude (sabemos que vamos morrer), com nossa liberdade (somos livres para viver como desejamos), com nossa solidão (nossa solidão é intrínseca) e com a gratuidade da vida (nossa vida não tem sentido). Sábio é aquele que, diante dessas quatro verdades, não se desespera.

(…)

O bom humor e a humildade são essenciais para ficarmos em paz. Os arrogantes são os que menos conseguem viver com a finitude, com a liberdade, com a solidão e com a falta de sentido da vida. (…) A arrogância e a falta de humor conduzem muita gente a um sofrimento que poderia ser bastante minimizado: bastaria que eles tivessem mais tolerância diante das incertezas.

Tudo é incerto, (…). Incertos são os nossos amores, por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. (…)

Martha Medeiros

Los hermanos

24 Abril 2008

O Vento

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver…
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por quê será?
… Vou pensar.

Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer…
E isso por quê?
Diz mais!
Uh… Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.

E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar… Ah!!!

mudei de idéia…

14 Abril 2008

como eu acordei meio ébria hoje, já mudei de idéia… hehehee

é o seguinte: estava eu lendo um texto sobre lingüística e gramática quando, subitamente, tive uma idéia: vou fazer uma pesquisa!

a pesquisa, basicamente, se compõe de três perguntas e tem o objetivo de fazer as pessoas refletirem e chegarem a alguma conclusão sobre si mesmas e sobre as pessoas em geral, levando em conta a língua falada e a língua escrita, ou seja, a língua que escrevemos e a língua que falamos. peço, encarecidamente, que me contem a que conclusões chegaram, ok? gratíssima. =)

obs.: só passem para a segunda pergunta depois de respondida a primeira. e assim consecutivamente!
obs.1: a pesquisa é séria! não aceito respostas do tipo “não sei falar português”. se não soubesse, ninguém iria compreender nem ser compreendido. ok?

Primeira pergunta: o que tu consideras que seja “gramática” ?

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Segunda: levando em conta a maneira como falamos (a oralidade, o dia-a-dia na rua, em casa, no trabalho, etc.) consideras que estejas gramaticalmente de acordo?

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Terceira: diante dessas duas perguntas, a que conclusões chegaste?

um tempo longe…

14 Abril 2008

que horror… meu blog ficou praticamente jogado às traças! é que a coisa anda meio complicada mesmo, não no mau sentido, é no sentido prático mesmo.

mas tem horas que quando a pessoa precisa de um tempo, é necessário, efetivamente, dar-se um tempo. só faz bem. por isso que sumi, por isso que ainda vou sumir durante um tempo, mas não muito longo espero. a vontade que eu tinha era ir pra bem longe daqui, bem longe mesmo. e mais vontade ainda era não ter que voltar nunca mais. mas não se assustem, eu disse acima que não era no mau sentido e continua não sendo. espero em breve ter ótimas notícias. =)

tava procurando alguma coisa do Ronsard em português, mas não encontro de jeito nenhum. acho que vou me candidatar à tradutora! hahahaha

enfim… mais uma semaninha (ou seria a menos?). preciso ir, compromissos me esperam, muitos. o dia hoje vai ser bem puxado, mas vai passar bem rápido. graças! pra finalizar, um poeminha do Oswald de Andrade:

“No baile da corte
Foi o conde d’Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí”