Odeio perceber o quanto eu fui idiota comigo mesma. Odeio porque faz eu me sentir mal e burra e sem o mínimo de amor próprio. E pior que nem o fato de servir como aprendizado me serve de consolo, porque eu simplesmente não sei se vai servir.
Ai, se pelo menos eu soubesse que ia realmente ser diferente… Meu coração dói muito por dentro: dor de culpa, dor de ressentimento, dor de angústia, dor de medo, dor de fraqueza. Não se trata de arrependimento, mas só queria ter tido a coragem ou a lucidez (acho que se encaixa melhor) de ter feito o que eu devia fazer.
Eu preciso começar a acreditar melhor no meu sexto sentido e nos sinais que eu recebo! E isso é muito sério.
“Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim da sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas, e você próprio já não será o mesmo.” (Caio Fernando Abreu)