Le tourbillon de la vie

4 Julho 2008 by désenchantée

Elle avait des bagues à chaque doigt,
Des tas de bracelets autour des poignets,
Et puis elle chantait avec une voix
Qui sitôt m’enjôla

Elle avait des yeux, des yeux d’opale
Qui m’fascinaient, qui m’fascinaient,
Y avait l’ovale d’son visage pâle
De femme fatale qui m’fut fatal {x2}

On s’est connus, on s’est reconnus,
On s’est perdus de vue, on s’est perdus d’vue
On s’est retrouvés, on s’est réchauffés
Puis on s’est séparés

Chacun pour soi est reparti
Dans l’tourbillon de la vie
Je l’ai revue un soir, aïe, aïe, aïe !
Ça fait déjà un fameux bail {x2}

Au son des banjos, je l’ai reconnu
Ce curieux sourire qui m’avait tant plu
Sa voix si fatale, son beau visage pâle
M’émurent plus que jamais

Je me suis soûlé en l’écoutant
L’alcool fait oublier le temps
Je me suis réveillé en sentant
Des baisers sur mon front brûlant {x2}

On s’est connus, on s’est reconnus,
On s’est perdus de vue, on s’est r’perdus de vue,
On s’est retrouvés, on s’est séparés
Puis on s’est réchauffés

Chacun pour soi est reparti
Dans l’tourbillon de la vie
Je l’ai revue un soir ah la la
Elle est retombée dans mes bras {x2}

Quand on s’est connus,
Quand on s’est reconnus,
Pourquoi s’perdre de vue,
Se reperdre de vue ?
Quand on s’est retrouvés,
Quand on s’est réchauffés,
Pourquoi se séparer ?

Alors tous deux, on est repartis
Dans l’tourbillon de la vie
On a continué à tourner
Tous les deux enlacés {x3}

amor feinho

1 Julho 2008 by désenchantée

“Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.”

Adélia Prado

mais um dia…

30 Junho 2008 by désenchantée

mais um dia que começa…. mas logo já terá acabado e o “novo dia” se tornará “novo mês”.

ai ai…

alívio

24 Junho 2008 by désenchantée

pela primeira vez senti um certo alívio…

de coração apertado, porém, mais tranqüila e confiante!

Won’t go home without you

23 Junho 2008 by désenchantée

I asked her to stay but she wouldn’t listen
She left before I had the chance to say
The words that would mend the things that were broken
But now it’s far too late, she’s gone away

Every night you cry yourself to sleep
Thinking: “Why does this happen to me?
Why does every moment have to be so hard?”
Hard to believe it

It’s not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won’t go home without you

The taste of her breath, I’ll never get over
The noises that she made kept me awake
The weight of things that remain unspoken
Built up so much it crushed us everyday

Every night you cry yourself to sleep
Thinking: “Why does this happen to me?
Why does every moment have to be so hard?”
Hard to believe it

It’s not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won’t go home without you

It’s not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won’t go home without you

Of all the things I felt but never really shown
Perhaps the worst is that I ever let you go
I should not ever let you go, oh oh oh

It’s not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won’t go home without you

It’s not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won’t go home without you
And I won’t go home without you
And I won’t go home without you
And I won’t go home without you

por que eu acho essa música muuitoooo triiiiii
e por que eu quero postar alguma coiisaaaaaa
só pra desopilar um pouco, tô fazendo um trabalho interminável, desde sexta!
não aguento mais, não!
hoje se eu não dormir, meu santissímo amado, não sei o que será de mim amanhã.
o meu problema é que eu me organizo da maneira mais desorganizada possível.
e o pior é que eu me entendo.
raios!

beijos. até mais. fui.

ah, comprei livrinhos hoje… hoho
comprar livrinhos = josi bem faceirinha

tá, fui. tchau.

Clarice Lispector

22 Junho 2008 by désenchantée

“Exatamente porque é tão forte em mim
a vontade de me dar a algo ou a alguém,
é que me tornei bastante arisca:
tenho medo de revelar de quanto preciso
e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre.
Só tenho um corpo e uma alma.
E preciso de mais do que isso.”

mais uma dele

20 Junho 2008 by désenchantée

Dois ou três almoços, uns silêncios.
Fragmentos disso que chamamos de “minha vida”.

Caio Fernando Abreu

Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector “Tentação” na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso - aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

(Publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”, 22/04/1986)

relax…

19 Junho 2008 by désenchantée

bah, ando estressada, nervosa, ansiosa, com os nervos a mil por hora. resultado disso: ando comendo demais, espinhas [que eu nunca tive] horrorosas brotando na minha pele, cabelo caindo… afff!! te acalma, guria!

na verdade, tudo é uma reação em cadeia. uma coisa gera/leva a/à outra. tente não se abalar. ok, vou tentar.

O inferno vai ter que esperar

19 Junho 2008 by désenchantée

Ele sentiu que algo escapou
Soube que sua garota se foi
E com ela alguém
E o tempo passou com raiva e solidão
E então numa noite, numa rua qualquer
Ele viu sua garota através da vitrine
E com ela alguém, uh
E com ela alguém
Sentiu as pernas como blocos de pedra
E o coração esmagando o seu peito
Caminhou até lá com uma arma na mão
Em frente aos dois com uma arma na mão
Sorriu e disse adeus
Ele sabia o que fazer
Mas sabia também
Que não nasceu pra matar
Nem um tiro nem uma gota de sangue
O inferno vai ter que esperar
Sorriu e disse adeus
O inferno vai ter que esperar

obs.: só porque eu cresci ouvindo [e adorando] essa música! =D
obs.1: só porque é o melhor lugar da “night pelotense” haha

4h23

18 Junho 2008 by désenchantée

“Parei de fumar. Agora só bebo, jogo video-game, coleciono cicatrízes sexuais e encho meu colchão inflável.”

about me:
Sou rica, bonita, simpática, sóbria, enrolada, imoral e não sei mentir.
Gosto de uma macumba e contos eróticos em sites vagabundos.

Esta sou eu. Tenham uma boa vida.

hahaha… o orkut às vezes me faz rir!